A decisão de entrar com um processo trabalhista quase sempre vem acompanhada da mesma pergunta: “quanto tempo vai demorar?” A resposta honesta é que depende da complexidade, da Vara e da postura da empresa. Mas podemos dar referências reais com base na nossa experiência no TRT da 1ª Região (Rio de Janeiro), que é o que o trabalhador quer saber antes de decidir.

Prazos médios por fase (TRT da 1ª Região — RJ)
| Fase | Prazo médio | Observação |
|---|---|---|
| Ajuizamento → 1ª audiência (conciliação) | 2 a 4 meses | Muitos casos se resolvem aqui com acordo |
| Audiência de instrução (provas) | 3 a 6 meses após a 1ª | Oitiva de testemunhas. Se houver perícia, pode demorar mais |
| Sentença | 1 a 3 meses após instrução | Juiz analisa e julga |
| Total 1ª instância | 8 a 18 meses | Casos simples (rescisão): 6 a 10 meses. Complexos: 12 a 18 |
| Recurso ao TRT (2ª instância) | + 6 a 12 meses | Julgamento pela Turma |
| Recurso ao TST (3ª instância) | + 12 a 24 meses | Apenas se houver questão de direito relevante |
| Execução (recebimento) | 2 a 12 meses | Depende da empresa ter bens para pagar |
O que faz o processo ser rápido?
1. Acordo na 1ª audiência: se empresa e empregado chegam a um valor, o processo se encerra em 2 a 4 meses, sem sentença, sem recurso.
2. Pedidos simples: ação que cobra apenas verbas rescisórias (sem perícia, sem testemunhas complexas) tramita mais rápido.
3. Provas documentais fortes: holerites, extratos de FGTS, TRCT, prints de WhatsApp. Quanto mais documental, menos audiências.
4. Empresa sem recurso: se a empresa não recorre da sentença, o processo vai direto para a execução (pagamento).
O que faz demorar?
1. Perícias técnicas: insalubridade, periculosidade e acidentes de trabalho exigem perícia por engenheiro ou médico. Isso acrescenta 3 a 6 meses.
2. Muitas testemunhas: cada parte pode arrolar até 3 testemunhas (art. 821 da CLT). Se ambas usam o máximo, a audiência de instrução é longa.
3. Recursos da empresa: a empresa pode recorrer ao TRT e depois ao TST, adicionando 1 a 3 anos ao processo total.
4. Execução contra empresa sem bens: se a empresa não tem patrimônio, a fase de execução pode se arrastar por anos, com bloqueio de contas e penhora de bens.

Prazo para entrar com ação
O trabalhador tem 2 anos após a demissão para ajuizar a ação (prescrição bienal, art. 7º, XXIX, CF). Dentro da ação, pode cobrar direitos dos últimos 5 anos do contrato (prescrição quinquenal). Passou de 2 anos? Perdeu o prazo. Por isso, quanto antes entrar, mais pode cobrar.
Justiça Gratuita: preciso pagar algo?
Se a renda do empregado não ultrapassa 40% do teto do RGPS (cerca de R$ 3.250 em 2026), tem direito à Justiça Gratuita, sem pagar custas, perícias nem honorários de sucumbência (art. 790, § 3º, da CLT). A maioria dos trabalhadores que procura nosso escritório se enquadra.
Posso acompanhar o andamento?
Sim. Pelo site do TRT da sua região (no Rio: trt1.jus.br), com o número do processo. O PJe (Processo Judicial Eletrônico) mostra todas as movimentações, despachos e prazos em tempo real.
Perguntas Frequentes
Quanto tempo demora?
8 a 18 meses em 1ª instância. Com recurso: 2 a 4 anos. Acordo na 1ª audiência: 2 a 4 meses.
O que acelera?
Acordo, pedidos simples, provas documentais fortes, empresa que não recorre.
O que atrasa?
Perícias, muitas testemunhas, recursos ao TRT/TST, execução contra empresa sem bens.
Qual o prazo para entrar?
2 anos após a demissão. Dentro da ação, cobra os últimos 5 anos do contrato.
Pensando em entrar com ação trabalhista?
Avaliamos seu caso, calculamos o valor e estimamos o prazo com base na nossa experiência no TRT da 1ª Região.
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