Entenda como registrar o acidente, preservar provas e avaliar estabilidade, indenização, pensão e responsabilidade das empresas.
Quem sofre um acidente na plataforma de petróleo, durante o trabalho offshore, feito em plataformas no mar, deve ter o ocorrido registrado por meio da CAT. Também pode ter direito à estabilidade no emprego, indenização e pensão, conforme as consequências e as provas do caso.
A Comunicação de Acidente de Trabalho, conhecida como CAT, registra oficialmente o ocorrido. A empresa deve emiti-la até o primeiro dia útil seguinte ao acidente. Se isso não acontecer, o próprio trabalhador, o sindicato ou o médico podem fazer a emissão.
Peça uma cópia da CAT e do protocolo. Guarde também prontuários, atestados, exames, receitas, fotografias, mensagens, nomes de testemunhas e documentos internos sobre o acidente.

A Lei nº 8.213/1991, Artigo 118, prevê estabilidade provisória de 12 meses após o fim do auxílio-doença acidentário. A Súmula nº 378 do TST trata dos requisitos dessa proteção. O reconhecimento exige a análise do afastamento, do benefício, da relação com o trabalho e das demais circunstâncias do caso.
| Situação | O que pode ser buscado |
|---|---|
| Acidente ainda não registrado | Emissão da CAT pelo empregador ou, diante da omissão, pelo trabalhador, sindicato ou médico |
| Retorno após auxílio-doença acidentário | Estabilidade de 12 meses, observados os requisitos do caso |
| Perda parcial ou total da capacidade | Pensão mensal, que pode ser vitalícia conforme a extensão da incapacidade comprovada |
| Dano causado pelo acidente | Indenização, sem valor fixo e sujeita à análise das provas |
| Trabalhador terceirizado | Possível responsabilização da empregadora e da operadora, conforme a análise do caso |
Pode existir pedido de indenização quando o acidente provoca danos comprovados. Se houver redução parcial ou total da capacidade profissional, também pode ser discutida uma pensão mensal, além do benefício previdenciário. Não existe valor automático: a gravidade da lesão, seus efeitos e as provas são avaliados em cada caso.
O Artigo 927, parágrafo único, do Código Civil admite a responsabilidade objetiva, aquela em que não é necessário demonstrar culpa quando a atividade cria risco especial. O Tema 932 de Repercussão Geral do STF reconhece a constitucionalidade dessa responsabilização em atividades de risco. No trabalho offshore, ainda é necessário provar o acidente, o dano e a relação entre ambos.
Não entregue seus únicos exames ou documentos à empresa. Mantenha cópias legíveis e evite assinar declarações sobre o acidente sem conferir se o texto corresponde ao que realmente aconteceu.

O trabalhador terceirizado pode discutir a responsabilidade da empregadora direta e da operadora da plataforma. A responsabilidade pode ser solidária, quando ambas podem ser cobradas, ou subsidiária, quando uma responde se a outra não cumprir a obrigação. A definição não é automática e depende da análise das provas e das circunstâncias do caso. A Súmula nº 331 do TST é citada nessa discussão.
A NR-37 estabelece regras específicas de segurança e saúde em plataformas de petróleo. Para entender os demais efeitos desse tipo de ocorrência, consulte a página principal sobre acidente de trabalho.
O material de apoio não esclarece o prazo de prescrição nem quando começa sua contagem nesses casos. É necessário analisar as datas do trabalho, dos primeiros sintomas, do diagnóstico e da descoberta da possível relação com a atividade, sem presumir um prazo ou marco inicial.
O material de apoio não esclarece suficientemente essa situação e não permite concluir quais regras se aplicam ao caso. Guarde o contrato, os registros de embarque e os documentos das empresas envolvidas para uma análise individual.
A pensão mensal pode ser discutida além do benefício previdenciário quando houver redução parcial ou total da capacidade profissional. A análise depende dos efeitos do acidente e das provas apresentadas.
O material trata especificamente da indenização por dano moral e não estabelece valor fixo. Ele menciona a gravidade do acidente, o salário do trabalhador e a avaliação do juiz. Esses elementos não explicam, por si só, o cálculo de uma possível pensão.
As limitações e a possível redução da capacidade profissional precisam ser documentadas. Guarde prontuários, atestados, exames e comprovantes do retorno ao trabalho para permitir a análise do caso.
Converse com o escritório para analisar os documentos, o acidente e a responsabilidade das empresas envolvidas.
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