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Pensão por morte quanto tempo demora para sair no INSS

O prazo de análise, os documentos que fazem o pedido andar e o que a família pode fazer quando o INSS passa do tempo.

25 de agosto de 20267 min de leituraAtualizado por Dr. Jorge Lopes Bahia

Quem pesquisa pensão por morte quanto tempo demora quase sempre está com uma conta para pagar e nenhuma renda entrando. A resposta curta é esta: existe um prazo de 60 dias para o INSS analisar o pedido, e em alguns casos o benefício pode sair de forma automática em poucos dias. Na prática, o que mais atrasa é documento faltando e exigência não respondida.

Pensão por morte quanto tempo o INSS tem para analisar

Em 5 de fevereiro de 2021, um acordo entre o Ministério Público Federal e o INSS, homologado pelo Supremo Tribunal Federal, fixou o prazo de 60 dias para a análise da pensão por morte. A Lei nº 9.784/1999, que regula o processo administrativo federal (as regras de como os órgãos públicos decidem pedidos), prevê 30 dias para decidir, prorrogáveis por igual período, o que também chega a 60 dias. Quando o caso exige perícia médica ou avaliação social, o prazo passa a contar depois dessa avaliação.

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SituaçãoO que está previsto
Análise do pedido de pensão por morte60 dias, conforme o acordo entre MPF e INSS homologado pelo STF em 05/02/2021
Regra geral do processo administrativo federal30 dias para decidir, prorrogáveis por mais 30 (Lei nº 9.784/1999)
Caso com perícia médica ou avaliação socialO prazo começa a contar depois da avaliação
Concessão automática (desde 2023)Pode sair em poucos dias, com dados do cartório e do óbito cruzados pelo INSS

Prazo previsto não é o mesmo que prazo cumprido. Em junho de 2023, o tempo médio de espera apurado era de 68 dias. E quando o pedido é negado e a família precisa recorrer dentro do próprio INSS, há relatos de espera de 1 a 2 anos. Por isso, cada documento entregue já no primeiro protocolo economiza semanas.

Advogado Trabalhista Rio de Janeiro

Concessão automática: quando a pensão sai em poucos dias

Desde 2023, o INSS passou a conceder a pensão por morte de forma automática em parte dos casos, integrando seus sistemas com os cartórios de registro civil. Quando o óbito é registrado e a certidão é emitida, os dados vão para o INSS, que confere as informações e pode liberar o benefício sem análise manual. O primeiro caso concedido nesse modelo foi de um viúvo de 79 anos, que esperava havia 10 dias. A automação funciona melhor para cônjuge e filhos menores com vínculo registrado, ou seja, com certidão de casamento ou de nascimento e certidão de óbito.

Cuidado

Quem vivia em união estável sem nenhum documento registrado tende a ficar fora da concessão automática. Nesse caso, não espere o benefício cair sozinho: faça o pedido e junte provas da vida em comum, como comprovantes de endereço no mesmo lugar, conta bancária conjunta, apólice de seguro e declaração de imposto de renda.

Quais documentos fazem o pedido andar mais rápido

  • Certidão de óbito (ou a decisão judicial, no caso de morte presumida, prevista no art. 78 da Lei 8.213/91)
  • Documentos pessoais do falecido, como RG e CNH
  • Comprovantes de contribuição ao INSS: carteira de trabalho, carnês e extratos
  • Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), se a morte foi por acidente de trabalho
  • Certidão de casamento ou comprovação de união estável, para cônjuge ou companheiro
  • Certidão de nascimento dos filhos e enteados
  • Certidão judicial de tutela, no caso de menor sob tutela
  • Para pais e irmãos: certidão de nascimento e declaração de que não existem dependentes preferenciais
  • Provas de dependência econômica quando ela não é presumida: declaração de imposto de renda, escritura pública de dependência econômica, prova de mesmo endereço, conta conjunta, apólice de seguro
Guarde isto

Acompanhe o pedido pelo aplicativo ou pelo site Meu INSS todos os dias na primeira semana e depois uma vez por semana. É ali que aparece a exigência de documento. Exigência não respondida dentro do tempo é uma das causas mais comuns de indeferimento, ou seja, de negativa do benefício.

Prazo para pedir: por que a data do pedido muda o valor atrasado

O momento do pedido define de quando o benefício começa a ser pago. Se o requerimento é feito dentro do prazo legal, a pensão retroage à data do óbito. O prazo geral aplicado hoje é de 90 dias após a morte, e sobe para 180 dias para filhos menores de 16 anos. Pedido feito depois disso costuma ser pago só a partir da data do requerimento, e as parcelas anteriores se perdem. Para dependentes menores existe proteção: a Turma Nacional de Uniformização, que uniformiza decisões dos juizados federais, entendeu no processo 05085816220074058200 que o prazo legal não corre contra quem é incapaz, e deferiu a pensão desde a data do óbito.

Advogado trabalhista Rio de Janeiro

O INSS passou dos 60 dias: o que fazer na demora

  1. Confira o que o sistema está pedindoEntre no Meu INSS, veja a situação do requerimento e responda qualquer exigência com o documento pedido. Muita demora é só documento pendente.
  2. Peça andamento por escritoFaça um pedido administrativo de andamento do requerimento, guardando o número de protocolo e a data.
  3. Registre reclamação na OuvidoriaPassado o prazo de análise, a Ouvidoria do INSS é o caminho para formalizar a demora. Guarde o número da reclamação.
  4. Avalie a via judicialSe a espera continuar, existe a possibilidade de pedir na Justiça uma ordem para o INSS concluir a análise, por meio de mandado de segurança (ação usada quando um órgão público descumpre um dever claro). Não há garantia de prazo, mas é um caminho previsto.

A demora não apaga o direito: as parcelas do período de espera continuam devidas quando o benefício é concedido. Ainda assim, receber depois não paga o aluguel de hoje, e é por isso que muita família busca acelerar a decisão. Vale lembrar que a Terceira Turma do TRF6 já reafirmou que o INSS não pode atrasar a análise de pedidos de pensão para órfãos de feminicídio alegando falta de regulamentação.

Quanto vale e por quanto tempo dura a pensão por morte

Depois da Emenda Constitucional 103/2019, o cálculo passou a ser de 50% do valor da aposentadoria mais 10% por dependente, até o limite de 100%. Uma viúva sem filhos, por exemplo, fica com 60%. Há exceção importante: pelo Art. 75, §2º da Lei 8.213/91, o valor é de 100% quando existe dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental ou grave, não importando quantos dependentes sejam. A duração para cônjuge ou companheiro também varia: pode ser de 4 meses se o falecido tinha menos de 18 contribuições mensais ou se o casamento ou união estável durou menos de dois anos; pode ser escalonada de 3 a 20 anos conforme a idade na data do óbito (Artigo 77, § 2º, V da Lei 8.213/91); e pode ser vitalícia a partir de 45 anos de idade na data do óbito, cumpridos os requisitos. A Turma Nacional de Uniformização também firmou, em 2024, que a invalidez de dependente maior de 21 anos pode gerar direito vitalício.

Perguntas frequentes

quanto tempo o inss demora para liberar a pensão por morte

O prazo fixado no acordo entre MPF e INSS, homologado pelo STF em fevereiro de 2021, é de 60 dias. A Lei nº 9.784/1999 também prevê 30 dias prorrogáveis por mais 30. Em junho de 2023, a média apurada de espera era de 68 dias, e casos com recurso interno podem levar muito mais.

quando tenho direito a receber a pensão desde a data do óbito

Quando o pedido é feito dentro do prazo legal, hoje aplicado como 90 dias após a morte e 180 dias para filhos menores de 16 anos. Fora desse prazo, o pagamento normalmente começa na data do requerimento. Para dependentes incapazes, a Turma Nacional de Uniformização entendeu que esse prazo não corre contra eles.

o que acontece se o inss passar do prazo de 60 dias

O direito não se perde e as parcelas do período de espera continuam devidas. É possível pedir andamento por escrito, registrar reclamação na Ouvidoria do INSS e, se a demora persistir, buscar na Justiça uma ordem para que a análise seja concluída.

quais documentos preciso para pedir pensão por morte

Certidão de óbito, documentos pessoais do falecido, comprovantes de contribuição ao INSS e o documento que prova o vínculo: certidão de casamento, prova de união estável, certidão de nascimento dos filhos ou certidão de tutela. Se a morte foi por acidente de trabalho, junte a CAT.

posso receber pensão por morte se vivia em união estável sem papel

Sim, a união estável pode ser comprovada por outros meios, como endereço em comum, conta bancária conjunta, apólice de seguro e declaração de imposto de renda. Nesses casos, o benefício raramente sai pela concessão automática, então o pedido precisa ser feito com as provas reunidas.

por quanto tempo a viúva recebe a pensão por morte

Depende da idade na data do óbito, do tempo de casamento ou união estável e do número de contribuições do falecido. Pode ser de 4 meses, pode ser escalonada de 3 a 20 anos, e pode ser vitalícia a partir de 45 anos de idade na data do óbito, cumpridos os requisitos legais.

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Dr. Jorge Lopes BahiaOAB/RJ 159.842 · Advocacia trabalhista e previdenciária no Rio de Janeiro · artigos no Migalhas

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