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Compare B31 e B91, entenda carência, FGTS e estabilidade, e saiba quem pode emitir a CAT se a empresa não fizer isso.
O auxílio-doença acidentário, identificado como B91, pode ser o benefício correto quando a doença que impede o trabalho tem ligação com a atividade profissional. Se essa ligação não for reconhecida, o INSS pode conceder o auxílio-doença comum, o B31. A escolha afeta a carência, que é o número mínimo de meses de contribuição exigidos, os depósitos do FGTS e a estabilidade após o retorno.
A pergunta principal não é apenas qual doença o trabalhador tem. É preciso verificar se existe nexo com o trabalho, expressão usada para indicar a ligação entre a doença e as atividades profissionais. Quando essa ligação é reconhecida, o benefício pode ser classificado como B91. Quando a incapacidade não está relacionada ao serviço, a classificação costuma ser B31.
| Situação | O que muda para o trabalhador |
|---|---|
| Auxílio-doença comum, B31 | Exige carência de 12 meses de contribuição, salvo doenças específicas previstas em lei. A empresa não é obrigada a depositar o FGTS durante o afastamento. |
| Auxílio-doença acidentário, B91 | Não exige carência. A empresa deve continuar depositando o FGTS durante o afastamento. |
| Doença ligada ao trabalho, mas benefício concedido como B31 | A classificação administrativa e o reconhecimento judicial da estabilidade são questões diferentes. O Tema 125 do TST permite reconhecer a estabilidade se o nexo ocupacional for comprovado judicialmente depois. |

Se os sintomas surgiram durante atividades ou condições que possam ter contribuído para a doença, organize as informações sobre o trabalho e o tratamento. O nome da doença, sozinho, não resolve a classificação. A análise considera a incapacidade e a possível ligação entre o adoecimento e a atividade profissional.
Organize os documentos por data e separe os registros relacionados ao trabalho e ao tratamento. Essas são sugestões para facilitar a análise do caso, não uma lista de exigências universais do INSS nem uma garantia de comprovação do nexo.
A CAT, Comunicação de Acidente de Trabalho, deve ser emitida pela empresa. Se houver recusa, o próprio trabalhador, o sindicato ou o médico podem emitir o documento. A CAT facilita a análise do caráter acidentário, mas não significa que o INSS reconhecerá automaticamente a ligação entre a doença e o trabalho.

Receber B31 não encerra a discussão sobre a origem da doença, mas é importante separar dois caminhos. A mudança administrativa da espécie do benefício depende de procedimento próprio, que não está detalhado no material disponível. Já na esfera judicial, o Tema 125 do TST permite reconhecer a estabilidade de 12 meses após o retorno mesmo com B31 inicial, desde que o afastamento tenha sido superior a 15 dias e o nexo ocupacional seja comprovado judicialmente depois. Para conhecer outros benefícios e formas de análise, consulte a página de Direito Previdenciário do escritório.
Não descarte a decisão do INSS, a carta de concessão, os atestados antigos ou os registros mantidos sobre o trabalho. Também não presuma que a CAT, sozinha, comprova o nexo. A origem ocupacional e os requisitos da estabilidade precisam ser analisados com base no caso concreto.
No B91, o trabalhador está dispensado da carência. No B31, em regra, são exigidos 12 meses de contribuição, salvo doenças específicas previstas em lei. Essa diferença deve ser conferida na espécie de benefício registrada na carta de concessão.
Quanto ao FGTS, no B91 a empresa deve continuar fazendo os depósitos durante o afastamento, conforme a Lei nº 8.036/90 e o Decreto nº 99.684/90. No B31, essa obrigação não existe. Confira o extrato do FGTS e guarde a carta de concessão, a decisão do INSS e os comprovantes do período de afastamento.
No B31, em regra, há carência de 12 meses e a empresa não precisa manter os depósitos do FGTS durante o afastamento. No B91, não há carência e os depósitos devem continuar. A mudança administrativa do benefício e o reconhecimento judicial da estabilidade são caminhos diferentes.
O B91 não exige a carência de 12 meses. Para essa classificação, porém, deve ser reconhecida a ligação entre a incapacidade e o trabalho.
No afastamento pelo B91, a empresa deve continuar depositando o FGTS. No B31, essa obrigação não existe. O trabalhador pode consultar o extrato para verificar os depósitos do período.
O Tema 125 do TST permite o reconhecimento da estabilidade mesmo quando o benefício inicial foi B31. É necessário que o afastamento tenha sido superior a 15 dias e que o nexo ocupacional seja comprovado judicialmente depois. A estabilidade é de 12 meses após o retorno ao trabalho.
Converse com o escritório para analisar a carta de concessão, a CAT e a possível relação entre a doença e o trabalho.
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