Perdeu dedos ou parte da mão na máquina? Entenda os pedidos de indenização, pensão e prótese e quais documentos guardar.
A amputação no trabalho pode dar ao marceneiro ou carpinteiro o direito de pedir indenização pelo sofrimento, pela alteração física e pelos prejuízos financeiros. A pensão está ligada à redução da capacidade profissional, conforme a responsabilidade da empresa e a perda comprovada. Já o custeio de prótese depende da necessidade comprovada do equipamento e da responsabilidade pela reparação, sem exigir perda da capacidade de trabalhar.
Perder dedos ou parte da mão pode afetar o trabalho, a autonomia e a vida pessoal. Por isso, danos morais, estéticos e materiais podem ser pedidos no mesmo caso, quando correspondem a prejuízos distintos. O dano moral trata do sofrimento e das consequências pessoais do acidente. O estético trata da alteração física permanente. O material alcança os prejuízos econômicos, como despesas e perda da capacidade profissional. Há decisões que reconhecem essas reparações conjuntamente.
| Consequência do acidente | O que pode ser pedido |
|---|---|
| Sofrimento e impacto na vida pessoal | Indenização por dano moral, conforme as circunstâncias do caso. |
| Perda de dedos ou outra alteração física permanente | Indenização por dano estético, que considera a mudança corporal. |
| Gastos com tratamento e recuperação | Reparação de despesas necessárias relacionadas ao acidente, mediante comprovação. |
| Redução ou perda da capacidade profissional | Pensão correspondente à limitação para o trabalho. |
| Necessidade de prótese | Custeio do equipamento adequado e das necessidades futuras comprovadas. |
Não existe um preço fixo por dedo amputado. O artigo 944 do Código Civil relaciona a indenização à extensão do dano. Na avaliação do caso, importa documentar o que mudou: dificuldade para segurar ferramentas, fazer cortes precisos, carregar peças ou realizar tarefas domésticas. O salário e a perda profissional também são relevantes para os pedidos materiais. Valores divulgados em outros processos não permitem prever quanto uma pessoa receberá. [Consulte o Código Civil](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm).

A afirmação da empresa não encerra a discussão. Conforme a atividade e as condições do acidente, pode haver responsabilidade objetiva, que permite exigir reparação sem provar culpa da empresa. Essa possibilidade está no parágrafo único do artigo 927 do Código Civil para atividades que, por sua natureza, criam risco. Ainda é necessário demonstrar o dano e sua ligação com o trabalho. Em caso da 11ª Turma do TRT-MG divulgado em 21 de maio de 2024, um marceneiro de uma fábrica de móveis teve quatro dedos da mão direita amputados ao operar uma desempenadeira sem a proteção obrigatória. Essa é a data de divulgação do caso, não a data do acidente. O resultado daquele processo não determina o de outros trabalhadores, pois cada situação exige análise própria. [Consulte o Código Civil](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm).
Não assine um relato que atribua a você uma conduta que não aconteceu. Leia, peça correção e guarde uma cópia. Uma discussão sobre sua participação pode afetar a análise da responsabilidade e da indenização. Registre como a tarefa era feita, quais ordens recebeu e quem presenciou o acidente. Não presuma que qualquer documento elimina seus direitos, mas confira seu conteúdo antes de concordar.
Sim, essa possibilidade deve ser avaliada. Conseguir exercer outra função não significa, por si só, recuperar a capacidade para a marcenaria. O artigo 950 do Código Civil prevê pensão quando a lesão impede o exercício da profissão ou diminui a capacidade de trabalho. A avaliação deve considerar o ofício prejudicado. Para um marceneiro, perder movimentos de pinça, força ou precisão pode comprometer tarefas essenciais, mesmo que ele consiga desempenhar outras atividades. [Consulte o artigo 950 no Código Civil](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm).
Peça ao profissional de saúde que descreva suas limitações e informe quais tarefas você fazia antes do acidente. A perícia, uma avaliação técnica usada no processo, ajuda a verificar a perda profissional e sua duração. Quando a incapacidade é permanente, pode ser discutida pensão vitalícia. Também pode haver discussão sobre pagamento de uma só vez, mas a forma de pagamento e o cálculo dependem do caso. Não basta somar salários futuros sem considerar os critérios aplicáveis.
O custeio de uma prótese adequada pode integrar o pedido de reparação. É importante incluir, quando necessários, adaptação, manutenção e substituições futuras. O equipamento precisa atender às necessidades comprovadas do trabalhador. Não há garantia automática de qualquer modelo anunciado como o mais moderno. A indicação técnica deve explicar o benefício esperado para a autonomia e as atividades diárias.
Solicite um relatório com o tipo de equipamento recomendado, sua finalidade e as necessidades de adaptação e acompanhamento. Reúna orçamentos detalhados, incluindo manutenção e vida útil estimada. Se houver indicação de tecnologia específica, peça que o profissional explique o motivo. Guarde também as solicitações feitas à empresa e as respostas recebidas.

Organize documentos de três pontos: como o acidente aconteceu, quais lesões deixou e como afetou seu trabalho. A NR-12 trata da segurança em máquinas e equipamentos. Por isso, as condições da serra ou desempenadeira, suas proteções e o treinamento recebido merecem atenção. A documentação ajuda a esclarecer se havia falhas de prevenção. [Consulte a página oficial da NR-12](https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-12-nr-12).
Se a empresa oferecer um pagamento ou acordo, peça o texto completo e confira quais despesas, indenizações e necessidades futuras estão abrangidas. Expressões como quitação podem indicar que o documento pretende encerrar determinadas cobranças. Entenda o alcance do que está sendo proposto antes de decidir, especialmente quando o tratamento continua ou a necessidade de prótese ainda está em avaliação. A amputação também pode trazer dúvidas sobre afastamento, retorno à função e continuidade do contrato. A Súmula 378 do TST trata da estabilidade provisória após acidente, uma proteção temporária do emprego. A estabilidade não é automática: sua aplicação exige análise individual. Reúna os documentos do afastamento, do retorno e de eventual demissão para avaliar essa possibilidade. Para uma visão mais ampla dessas questões, consulte a página de Direito Trabalhista do escritório. A análise individual permite relacionar as condições do acidente aos documentos e às necessidades do trabalhador.
A perda de parte de um dedo também merece avaliação, considerando as consequências físicas, pessoais e profissionais. Registre quais movimentos e tarefas ficaram prejudicados e reúna os documentos médicos. A possibilidade de reparação depende dos danos comprovados e da responsabilidade da empresa.
Você pode reunir os documentos disponíveis e levar o caso para análise enquanto o tratamento continua. Informe quais limitações já foram identificadas e quais necessidades ainda estão em avaliação. Os custos futuros e a duração da perda de capacidade precisam de avaliação técnica.
Não existe um valor fixo por dedo amputado. A avaliação considera a extensão da lesão, suas consequências e a redução da capacidade profissional, além do salário nos pedidos relacionados à perda de renda. O valor divulgado em outro processo não garante o mesmo resultado para você.
O pagamento em parcela única é uma possibilidade, mas não pode ser garantido para todos os casos. A forma de pagamento e o cálculo dependem das circunstâncias e da avaliação da perda profissional. O material de apoio não permite indicar uma fórmula única para esse cálculo.
Converse com o escritório do Dr. Jorge Lopes Bahia, OAB/RJ 159.842, sobre seu caso e os documentos para avaliar os pedidos cabíveis.
Falar com o escritório pelo WhatsAppPrefere escrever? Use o formulário de contato.
Ficou com dúvida sobre o seu caso?
Um advogado trabalhista do escritório pode analisar a sua situação pelo WhatsApp.
Falar com advogado no WhatsApp