Entenda quando o contato com cloro e umidade pode gerar adicional, o papel da perícia e quais provas ajudam a demonstrar a rotina.
A insalubridade do professor de natação pode ser reconhecida quando existe exposição habitual ao cloro ou à umidade excessiva. O adicional não é automático: uma perícia costuma verificar a rotina e as condições reais da piscina.
O artigo 189 da CLT aparece entre os dispositivos citados nessa discussão. Também são mencionados a NR-15, o Anexo 13, relacionado a agentes químicos e ao manuseio de substâncias químicas corrosivas, e o Anexo 10, ligado a atividades realizadas em locais alagados ou encharcados, com umidade excessiva.
Este texto faz parte da página de Direito Trabalhista do escritório. Lá estão as regras gerais e os outros artigos sobre o tema.
| Situação de trabalho | O que pode ser considerado |
|---|---|
| Professor entra regularmente na piscina | Contato da pele com a água tratada, tempo de permanência e frequência das aulas |
| Professor permanece em ambiente muito úmido | Condições do local e tempo de permanência durante a jornada |
| Professor também trata ou limpa a piscina | Produtos manuseados, tarefas realizadas, frequência e proteção fornecida |
| Professor trabalha somente na borda | Rotina concreta e condições do ambiente, sem conclusão automática sobre o direito |

A perícia técnica examina o ambiente e as tarefas realmente executadas. Pode identificar os produtos usados no tratamento da água, como o hipoclorito de sódio, o contato da pele com a água, a presença de umidade excessiva, a frequência das aulas e a proteção fornecida.
Guarde horários de aula, escalas, contracheques, contrato, mensagens sobre limpeza ou tratamento da piscina, fichas de entrega de equipamentos e nomes dos produtos utilizados. Se tiver acesso legítimo, conserve rótulos, fichas dos produtos e registros das condições do local.
Não necessariamente. Entrar na água é um dado importante, mas a conclusão depende do conjunto das condições verificadas. A Súmula nº 448, item I, do TST aparece entre as referências citadas nessa discussão, porém o reconhecimento do adicional ainda exige a análise da atividade e do resultado da perícia.
Não presuma que apenas o cheiro de cloro ou o fato de dar aulas na piscina comprova todo o caso. Deixar de guardar escalas, nomes dos produtos e provas da rotina pode dificultar a demonstração de que a exposição fazia parte do trabalho.

As decisões citadas reconheceram o adicional em grau médio, correspondente a 20%. O artigo 192 da CLT aparece como fundamento para o pagamento. A conta costuma usar o salário-mínimo nacional, mas uma convenção coletiva pode estabelecer condição mais favorável. O valor usado nessa conta é chamado de base de cálculo.
Exemplo apenas para entender a conta: se a base hipotética fosse de R$ 1.000, 20% corresponderiam a R$ 200. Esse exemplo não informa o valor atual devido, pois é necessário conferir qual base se aplica ao contrato. Também deve ser avaliado se a proteção fornecida realmente evitava o contato prejudicial, já que decisões trabalhistas consideraram a dificuldade de isolar totalmente o corpo durante aulas dentro da água.
Há exemplos favoráveis da 7ª e da 8ª Turmas do TST, incluindo decisão de agosto de 2021, e decisões regionais de abril e maio de 2022. Cada piscina, porém, pode apresentar condições diferentes. O laudo pericial é uma prova central, e o trabalhador pode verificar se ele considerou todas as tarefas, o tempo de exposição, os produtos utilizados e a umidade. Como pesquisa opcional, os processos RR-10515-38.2016.5.03.0139, 0021307-85.2017.5.04.0012 e 0001099-05.2012.5.04.0016 podem ser consultados nos portais dos respectivos tribunais.
Não há informação suficiente para concluir se o adicional é devido nessas piscinas. É necessário verificar quais substâncias estão presentes e o que a perícia identifica no ambiente de trabalho.
Não há consenso nem detalhamento suficiente para dar uma resposta geral. As condições do ambiente, a rotina e o tempo de permanência precisam ser analisados no caso concreto.
Não é possível afirmar que a limpeza aumenta automaticamente o adicional para 40%. Os produtos manuseados, a frequência da tarefa e a forma de exposição precisam ser examinados.
A quantidade de aulas, o tempo na piscina e a repetição do contato precisam ser avaliados no caso concreto. Dar poucas aulas não permite confirmar nem afastar o direito sem analisar a rotina.
As decisões citadas reconheceram adicional de 20%, geralmente calculado sobre o salário-mínimo nacional. Uma convenção coletiva pode prever condição mais favorável, por isso a regra aplicável ao contrato deve ser conferida.
Converse com o escritório para analisar sua rotina, seus documentos e as condições de exposição ao cloro e à umidade.
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