O STF ainda não decidiu e não há nova data. Veja o que a Justiça tem dito e que registros organizar sobre a sua rotina no app.
Motorista de aplicativo tem vínculo de emprego? Hoje não há uma resposta final: o reconhecimento é incerto e varia caso a caso, porque a palavra final está com o Supremo Tribunal Federal (STF), e o julgamento foi adiado sem nova data. Enquanto isso, quem trabalha por app pode organizar registros da própria rotina para a análise do seu caso.
Ter vínculo de emprego significa ser reconhecido como empregado, com carteira assinada e os direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Para quem trabalha por aplicativo, esse reconhecimento ainda está em discussão na Justiça.
Os tribunais estão divididos. Os Tribunais Regionais do Trabalho do Rio (TRT-1) e de São Paulo (TRT-2) têm dado decisões favoráveis ao vínculo. Já algumas turmas do Tribunal Superior do Trabalho (TST), como a 4ª e a 5ª, têm negado, dizendo que não existe subordinação clássica (o controle típico de um patrão sobre o empregado). E o STF tem anulado decisões da Justiça do Trabalho que reconhecem vínculo direto com as plataformas. É uma fase desfavorável, e você precisa saber disso. Mas a discussão não acabou.

Em 04/03/2024, o STF reconheceu que o assunto tem repercussão geral. Isso quer dizer que a decisão final vai valer para todos os processos parecidos no país. O caso ficou conhecido como Tema 1.291. Por causa dele, milhares de processos individuais estão suspensos, ou seja, parados esperando essa resposta.
O julgamento entrou na pauta em 27/08/2026, mas a análise foi interrompida e o processo foi retirado de pauta. Não há nova data definida. Na prática, quem entrar com ação agora pode ter o processo parado até o STF decidir.
Em 06/08/2024, a 1ª Turma do STF manteve o vínculo de emprego de um entregador com uma empresa terceirizada (a RSCH) que prestava serviço para o iFood. No caso, havia escala e subordinação direta à terceirizada, ou seja, o entregador recebia ordens da própria empresa intermediária. O STF tratou essa situação como diferente da relação direta com a plataforma. É a decisão de um caso concreto: ela mostra como o tribunal separou as duas situações, mas não resolve, sozinha, a situação de cada trabalhador.
| Situação | Como está hoje |
|---|---|
| Motorista ou entregador ligado direto à plataforma | Alguns TRTs reconhecem o vínculo, mas o STF tem anulado essas decisões. A resposta final depende do Tema 1.291. |
| Entregador contratado por empresa terceirizada, com escala e ordens diretas | A 1ª Turma do STF manteve o vínculo no caso da RSCH, em 06/08/2024. |
| Entregadores incluídos em ação coletiva do Ministério Público do Trabalho | Em 13/11/2025, o TRT-2 manteve a decisão que obriga o iFood a reconhecer o vínculo. Ainda não se sabe como a tese do STF vai afetar essa ação. |
| Motorista de veículo de quatro rodas, se o PLP 12/2024 for aprovado | Proposta: enquadramento como trabalhador autônomo por plataforma, sem carteira assinada, com garantias mínimas que só valeriam com a aprovação do projeto. Entregadores de moto e bicicleta não estão cobertos por essa proposta. |
Também em 04/03/2024, o Governo Federal enviou ao Congresso o Projeto de Lei Complementar (PLP) 12/2024. Pelo texto, o motorista seria um trabalhador autônomo por plataforma: sem carteira assinada, mas com algumas proteções. O projeto ainda não foi aprovado e é focado em veículos de quatro rodas. Para entregadores de moto e bicicleta, ainda não há acordo entre empresas e governo. As garantias abaixo são propostas e só passariam a valer se o projeto for aprovado.

Os itens abaixo são sugestões de organização, para que a sua rotina possa ser entendida com clareza. Nenhum deles garante o reconhecimento do vínculo. Vale saber também que ainda não está definido como o controle feito por algoritmos (bloqueios e punições automáticas) será tratado na discussão sobre vínculo.
Organize os registros por data e faça uma cópia fora do celular, num e-mail ou na nuvem. Assim fica mais fácil explicar a sua rotina quando for conversar sobre o caso.
Se sua conta for bloqueada, você pode perder o acesso ao histórico do app de uma hora para outra. Não deixe para baixar extratos e tirar prints só depois que o problema acontecer.
Ainda não há definição final. A questão será decidida pelo STF no Tema 1.291, e o julgamento está sem nova data. Até lá, o reconhecimento do vínculo é incerto e varia caso a caso.
Se o seu processo trata de vínculo direto com a plataforma, ele pode estar suspenso esperando o STF julgar o Tema 1.291. Parado não quer dizer perdido. O andamento vai depender da definição do STF e da situação do seu processo.
Ainda não há data. O julgamento foi pautado para 27/08/2026, mas foi interrompido e retirado de pauta. Ninguém sabe ainda quando ele volta.
Essa situação é diferente de quem trabalha ligado direto ao app. Em 06/08/2024, a 1ª Turma do STF manteve o vínculo de um entregador contratado pela RSCH, terceirizada do iFood, num caso em que havia escala e subordinação direta à terceirizada. Cada caso é analisado pela rotina concreta, por isso vale organizar escalas e mensagens do supervisor.
Por enquanto, não há definição. O PLP 12/2024 é focado em veículos de quatro rodas e ainda não foi aprovado. Para entregadores de moto e bicicleta, ainda não existe acordo entre empresas e governo.
Conte como era sua rotina no app ou na terceirizada, e a gente conversa sobre o que a sua história mostra e quais caminhos existem hoje.
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